domingo, 7 de janeiro de 2018

question me not

Por que eu excluí o blog?

Teve dois motivos:
1- Porque eu quis.
2- Porque no momento eu não via mais sentido em manter ele publicado.

Por que eu restaurei o blog?

Também dois motivos:
1- Quero ele online, penso que ele faz parte da minha história de um jeito ou de outro.
2- Porque eu quis.

Vou excluir novamente?

Não sei, no momento não vejo motivos para tal.

Qual o sentido da vida?

Pra frente, até porque não há muitas opções.

Há braços.

"Acabou o teatro, eu sei o que cês pensa"

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tem pessoas que simplesmente não admitem que você as questione.

E eu, como bom chato que sou, questiono ainda mais. Deixar alguém sem argumentos é quase tão bom quanto chocolate.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

niaga

É engraçado quando você começa a ver uma situação se repetindo.

Uma vez eu estava mestrando uma partida de RPG pra meus amigos, o cenário era o meu bairro e os personagens eram meus próprios amigos com atributos que pegamos de um livro de RPG. O bairro tinha se tornado um lugar com monstros, como se fosse um jogo numa realidade pós apocalíptica.

Em certa parte um deles chegou na casa de uma menina aqui do bairro que todos achavam bem gata, ele entrou na sala e a menina estava abaixada chorando. Ele disse que queria chegar perto e ver o que estava acontecendo, pedi pra ele jogar dados (não lembro de qual atributo, talvez carisma) e deu 2, ele chegou perto dela e a menina sacou um facão e deu um corte nele, fazendo ele perder 5/20 de hitpoints. Perguntei o que ele queria fazer e ele disse que queria tentar novamente, ao chegar perto ela acertou ele novamente, tirando 10/20 de hitpoints.

Ele sabia o que ia acontecer, ainda assim foi lá tentar novamente.

Do que devemos chamar isso? Burrice, fé ou ingenuidade?

(Só pra constar, em certa parte da história uma mulher arremessou um caminhão contra os personagens que só não acertou eles porque um portal se abriu na frente e "sugou" o caminhão)

(Deu vontade de jogar novamente)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

<- ->

Todos os dias, TODOS OS DIAS, eu penso em excluir este blog.

"O caminho da verdade é difícil, eu sei"

Eu tento lembrar os motivos que me levaram a criar isso aqui e não consigo. Fui ler as primeiras postagens (que não estão mais publicadas) e vi um texto forte que escrevi no começo de 2007 e que não teve nenhuma visualização. Acho que foi melhor não ter mesmo.

"Quando se vê já são seis horas e não há tempo mais"

Fica uma impressão estranha como se eu estivesse preso no passado de alguma forma.

Por isso que está escrito no topo do blog que um dia espero poder apagar isso aqui. O que falta pra isso eu não sei dizer com certeza, creio ser um conjunto de coisas.

Não consegui escrever tudo que estava pensando. São 4:10 da manhã novamente.

O que estou fazendo com minha vida?

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

éporquenãoeravocê

Desde bastante tempo eu tenho sido categórico quanto ao fato de que não me vejo casado.

Acho que isso vem desde minha adolescência, enquanto alguns amigos (todos na faixa dos 15) já se viam casados dali 10 anos, eu sempre me enxergava sozinho.

O tempo foi passando e as pessoas me diziam "Logo você vai começar a pensar diferente". Passaram 5 anos, 10, 15 e continuo com a mesma visão.

Acho que parte disso se deve a eu achar que ninguém nunca aceitaria conviver com meus defeitos. Realmente não sou uma pessoa fácil de se lidar (algo que também tenho ouvido desde sempre).

Obviamente que, vez ou outra, me pego imaginando como seria ter uma família, uma esposa, filhos (adotar um sempre foi algo que pensei, mesmo sendo solteiro), um cachorro e uma iguana. Sim, sempre quis ter uma iguana, mas acho que não teria uma realmente, não é como se fossem animais domésticos.

Só que esses pensamentos são rapidamente suprimidos por outras coisas, situações, racionalizações do que é possível ou não, etc. No fim, sempre me vejo como o tio que mora sozinho e que os sobrinhos gostam de ir na casa porque tem videogame, doce e uma história pra contar. Vejo meus primos indo me visitar com suas esposas, fazemos churrascos e eles tentando levar alguma amiga/prima da esposa pra me apresentar (como já fizeram algumas vezes) e eu tratando a pessoa com educação, mas com certa indiferença (já aconteceu também).

Não é por mal, é que tenho uma visão diferente do que é um relacionamento. Não acho que um namoro deve começar porque as pessoas estão procurando alguém por se sentirem sozinhas. Se for isso, adote um cachorro. Se por carência sexual, compra um vibrador ou uma boneca inflável, caralho.

Também não tenho bons exemplos de casamentos felizes, convivo com pessoas que traem suas esposas (e são traídos de volta) e que só reclamam de estarem casados. Outros que não traem (eu acho) e não reclamam, mas que você vê nos olhos da pessoa que ela é infeliz. Pra que casou então, filha da puta?

Falar nisso, traição é uma coisa que não sou a favor em nenhuma hipótese. Vou caguetar quem trai? Não. Mas também não espere que eu tenha confiança nessa pessoa. Toda vez que fico sabendo de alguém que foi traído a primeira coisa que penso é "ainda bem que sou solteiro".

Outra coisa que acho curiosa é como tem gente que quer casar, não importa com quem. O sonho da pessoa é estar casada, não faz diferença a noiva ou o noivo, se não for essa vai ser aquela, como se o que ela quisesse fosse a instituição chamada casamento e não estar com alguém que ela ama. Acho isso bizarro porque, na minha cabeça, isso não faz o MENOR sentido.

Pode ser que eu me case algum dia, nunca se sabe o dia de amanhã, mas eu espero de coração que não seja nesses termos que citei anteriormente.

Preciso reler esse texto amanhã pra ver se não falei nenhum besteira, são 4:10 da madrugada e vou acordar daqui há pouco pra trabalhar.

Se algum dia eu for casar, a única coisa que espero é que seja pra sempre.

Na verdade também quero que seja com alguém que eu ame de verdade.

É pedir demais?

sábado, 9 de dezembro de 2017

se o mundo inteiro

"A vida é um eco, mano. Não gosta do que tá ouvindo? Muda o que tá gritando."

Tava ouvindo o disco novo do Coruja BC1 e essa frase da música Escuta-me me chamou a atenção. Eu vou ser sincero, não concordo muito com isso não.

Uma parte até pode se encaixar nesse pensamento, mas tem muita coisa que não depende de nós, coisas que são pura obra do acaso ou da ação de outras pessoas, que por vezes nem são do nosso meio social.

Talvez isso se aplique mais na questão de como você trata as pessoas ou como encara a vida.

Não sei explicar.

Eu bebi um pouco e estou com meu senso crítico levemente alterado.

Falar nisso, tem uma coisa curiosa sobre beber. Eu tomei uma Skol Beats vermelha (a única que presta) e isso me lembrou da minha época de baladas. Não por beber, mas o CHEIRO dessa bebida é igual a algo que eu tomava na época (as misturebas que fazíamos, no caso), então sempre que tomo a Beats me dá uma saudade de cair na night cos irmão...

Dai eu lembro que dois estão casados (um com dois filhos e outro morando a 3 mil km daqui), um namora, outro também tem filho e namora, outro trabalha a noite (e namora) e o último virou um semi recluso social (tipo eu).

"Ah, faz novos amigos!"

Não existe isso de fazer novos amigos depois do ensino médio. Você faz colegas, parceiros de balada, mas não amigos. Quer dizer, talvez até faça amigos, mas não como os que tinha antes.

Caralho, descambei o assunto.

Foda-se.

Vou comer amendoim que ganho mais.

Edit:
Lembrei de mais uma coisa, eu pedi uma batata assada hoje e isso era justamente o que costumávamos comer quando saíamos pra beber.. Evidentemente, no fim das contas, acabávamos não comendo direito, fazíamos a maior sujeira na mesa do Dê, fora a bagunça. Tenho quase certeza que a filha dele achava que eu era completamente louco.

Inclusive apareceu nas lembranças do Facebook uma foto de um desses dias, bom demais.
Fim do edit.


"Esgotado pelo cansaço de esperar que alguém me escute
O que adianta um milhão de acertos se só os erros repercute?"

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

senses fail

Diz a lenda que se você repetir uma palavra muitas vezes ela perde o sentido.

A primeira vez que percebi isso eu tinha uns 12 ou 13 anos, estava em uma cidade vizinha com meu pai voltando da igreja e passamos perto de um orelhão e eu, because of reasons, comecei a repetir a palavra "orelhão" mentalmente. Pouco depois aquela palavra não fazia mais sentido, eu não conseguia mais entender o motivo de usarem tal palavra e não conseguia imaginar um orelhão quando tentava relacionar o nome ao objeto. Após alguns minutos sem pensar no assunto, tudo voltou ao normal.

Isso aconteceu diversas outras vezes, umas de maneira espontânea e outras porque eu quis mesmo.

Observando a vida, as pessoas e o mundo, fico imaginando o que mais pode perder o sentido se for repetido várias vezes.