domingo, 22 de outubro de 2017

preguiça

De tempos em tempos eu flerto com misantropia. Sei que é uma baita atitude egoísta, mas não é como se eu escolhesse isso, as situações da vida me levam a pensar assim.

Mas não é a misantropia ácida que vejo alguns nutrirem, é mais uma preguiça de querer interagir, conviver ou conhecer pessoas. É sempre a mesma coisa, parece que tem um roteiro, as pessoas são meio que iguais, mesmo que tentem o tempo todo serem diferentes.

No fim as personalidades se anulam, por assim dizer. Acabamos como duas pessoas iguais que não se suportam mais, mas continuam convivendo por conveniência.

E isso, meu amigo, é muito triste.

Até a pessoa mais diferente que já conheci, mais empolgante e viva acabou se tornando apenas mais uma na multidão, anulada pela família, amigos, trabalho e demais rotinas da vida.

Talvez esse seja o destino de todos nós. Mas eu não gosto disso.

Apesar de tudo continuo mantendo um bom nível de empatia com outras pessoas, mesmo que isso não seja recíproco... Mas isso é um defeito delas, não meu.

E eu? Será que já fui anulado ou ainda serei? Não sei dizer.

Só sei que não quero passar por isso.

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