De tempos em tempos eu flerto com misantropia. Sei que é uma baita atitude egoísta, mas não é como se eu escolhesse isso, as situações da vida me levam a pensar assim.
Mas não é a misantropia ácida que vejo alguns nutrirem, é mais uma preguiça de querer interagir, conviver ou conhecer pessoas. É sempre a mesma coisa, parece que tem um roteiro, as pessoas são meio que iguais, mesmo que tentem o tempo todo serem diferentes.
No fim as personalidades se anulam, por assim dizer. Acabamos como duas pessoas iguais que não se suportam mais, mas continuam convivendo por conveniência.
E isso, meu amigo, é muito triste.
Até a pessoa mais diferente que já conheci, mais empolgante e viva acabou se tornando apenas mais uma na multidão, anulada pela família, amigos, trabalho e demais rotinas da vida.
Talvez esse seja o destino de todos nós. Mas eu não gosto disso.
Apesar de tudo continuo mantendo um bom nível de empatia com outras pessoas, mesmo que isso não seja recíproco... Mas isso é um defeito delas, não meu.
E eu? Será que já fui anulado ou ainda serei? Não sei dizer.
Só sei que não quero passar por isso.
domingo, 22 de outubro de 2017
sábado, 21 de outubro de 2017
avisa lá
Você tem duas formas de escrever em uma folha de papel (basicamente):
1- Com lápis
2- Com caneta
Quando você escreve com lápis você se garante a possibilidade de apagar aquilo e reescrever.
Quando escreve com caneta, é definitivo (vamos ignorar corretivos e afins).
Quando escreve com lápis aquilo fica subentendido como uma simples anotação, algo temporário ou algo do qual você não tem certeza.
Quando escreve com caneta, é como se você tivesse colocado algo certo e imutável, um fato comprovado ou algo ao qual você não pretende mudar nunca.
Em uma prova de concurso, vestibular ou as bimestrais do ensino superior você não pode escrever as respostas de lápis pra não poder alegar que o professor errou ao corrigir (no caso de você ser desonesto e ter apago e reescrito após ele entregar a prova corrigida).
Sendo o lápis temporário e a caneta definitiva, com qual dos dois nós escrevemos nossa vida? Com qual você escreve o que pretende pro futuro?
Eu sempre tive o traço pesado e até o que eu escrevo a lápis se torna difícil de apagar.
Estou orgulhoso de mim por ter pensado nessa parábola/analogia.
(a intenção inicial da postagem era falar sobre um dos efeitos do rap na minha mente, mas vou deixar isso pra outra hora)
1- Com lápis
2- Com caneta
Quando você escreve com lápis você se garante a possibilidade de apagar aquilo e reescrever.
Quando escreve com caneta, é definitivo (vamos ignorar corretivos e afins).
Quando escreve com lápis aquilo fica subentendido como uma simples anotação, algo temporário ou algo do qual você não tem certeza.
Quando escreve com caneta, é como se você tivesse colocado algo certo e imutável, um fato comprovado ou algo ao qual você não pretende mudar nunca.
Em uma prova de concurso, vestibular ou as bimestrais do ensino superior você não pode escrever as respostas de lápis pra não poder alegar que o professor errou ao corrigir (no caso de você ser desonesto e ter apago e reescrito após ele entregar a prova corrigida).
Sendo o lápis temporário e a caneta definitiva, com qual dos dois nós escrevemos nossa vida? Com qual você escreve o que pretende pro futuro?
Eu sempre tive o traço pesado e até o que eu escrevo a lápis se torna difícil de apagar.
Estou orgulhoso de mim por ter pensado nessa parábola/analogia.
(a intenção inicial da postagem era falar sobre um dos efeitos do rap na minha mente, mas vou deixar isso pra outra hora)
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
RECOMENDO
Aparentemente o melhor ângulo pra se ouvir um som é cerca de 30° a partir desse osso lateral da face. Eu acabei de perceber isso sem querer.
Imagino que a anatomia das orelhas das pessoas é diferente, mas a minha com certeza são 30°.
Achei essa informação pouco relevante, por isso decidi postar aqui ao invés do Facebook.
-------
Quero aproveitar pra registrar minha revolta... Não, revolta não, meu descontentamento com pessoas que se fazem de tímidas, mas na verdade são arrogantes e sem educação. Realmente não preciso de gente assim na minha vida, próximo!
-------
É muito constrangedor uma pessoa passar 4x perto de você te olhando e só depois você perceber que é um(a) conhecido(a). Especialmente quando você não está exatamente olhando pro rosto da pessoa...
-------
Eu não sei o porquê, mas ontem e hoje me de uma puta vontade de ouvir as músicas da Avril Lavigne. Lembrei também que meu primo era apaixonado por ela e ele ficava putaço quando eu e meus amigos falávamos mal dela (pra provocar ele, obviamente). É muito engraçado tirar sarro dos ídolos dos outros, recomendo.
Imagino que a anatomia das orelhas das pessoas é diferente, mas a minha com certeza são 30°.
Achei essa informação pouco relevante, por isso decidi postar aqui ao invés do Facebook.
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Quero aproveitar pra registrar minha revolta... Não, revolta não, meu descontentamento com pessoas que se fazem de tímidas, mas na verdade são arrogantes e sem educação. Realmente não preciso de gente assim na minha vida, próximo!
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É muito constrangedor uma pessoa passar 4x perto de você te olhando e só depois você perceber que é um(a) conhecido(a). Especialmente quando você não está exatamente olhando pro rosto da pessoa...
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Eu não sei o porquê, mas ontem e hoje me de uma puta vontade de ouvir as músicas da Avril Lavigne. Lembrei também que meu primo era apaixonado por ela e ele ficava putaço quando eu e meus amigos falávamos mal dela (pra provocar ele, obviamente). É muito engraçado tirar sarro dos ídolos dos outros, recomendo.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
langis erif
O Spotify foi uma coisa muito boa que assinei, ele tem várias playlists interessantes, a maioria criada pelos próprios usuários.
Dias atrás eu procurei por uma playlist com músicas dos anos 2000 (da década, na verdade) e achei uma com uma PORRADA de músicas e deixei lá rodando no aleatório.
Foi como uma viagem no tempo, parecia que eu estava de volta a Industrial, ouvindo a Metropolitana no walkman do meu amigo ou ouvindo a Jovem Pan e a Rádio Rock em casa.
Tudo isso entre 2002 e 2005.
Daí pra frente foram outras épocas, eu e meus amigos começamos a usar a internet pra segunda coisa que ela foi feita (a primeira é pornografia), que é baixar músicas. Um modo novo se abriu, novos estilos, novas bandas... Quantos CD's/DVD's de clipes não fizemos ou compramos...
-x-x-x-
Adendo: Tenho um DVD aqui escrito "99 clipes" que não funciona, qual não foi minha surpresa ao descobrir que tem ele pra vender no mercado livre?! Melhor ainda foi conseguir a lista de músicas, eventualmente farei uma playlist no Youtube com todos os clipes
-x-x-x-
Mas o mais interessante dessa playlist do Spotify foi o mix de boas lembranças e frustrações que ela me trouxe. Um pouco por saber que, hoje em dia, não convivo mais com esses meus amigos, e uma boa quantidade para o fato de que parece que não aproveitei minha adolescência.
Maior que isso é o sentimento esquisito de saber que estou ficando velho e não posso mais fazer tantas coisas que eu gostaria de fazer.
Caralho, eu não consegui expressar direito o que eu estava querendo... Pra variar.
Mas eu sempre prefiro levar mais perto de mim as boas lembranças, as risadas, as bobagens, as bebedeiras e afins, são as histórias que eu teria pra contar pros meus netos (que eu nunca vou ter).
Fico pensando que louco seria se tivéssemos essas coisas registradas em fotos como acontece hoje em dia.
----------
Uma música em especial me chamou a atenção, se trata de Signal Fire, do Snow Patrol. Eu ODIAVA essa música quando foi lançada, mas coloquei pra ver o clipe (já tinha visto antes, óbvio) e ela me fez pensar sobre um monte de coisas.
Não lembro bem o motivo de eu não gostar dessa música na época (foi trilha do Homem-Aranha 3), mas, vendo o clipe, comecei a ter uma leve recordação dos motivos, que talvez sejam subconscientes.
Enfim, vai pra lista das músicas que evitarei ouvir por trazerem lembranças esquisitas.
A lista está se tornando bem grande.
Dias atrás eu procurei por uma playlist com músicas dos anos 2000 (da década, na verdade) e achei uma com uma PORRADA de músicas e deixei lá rodando no aleatório.
Foi como uma viagem no tempo, parecia que eu estava de volta a Industrial, ouvindo a Metropolitana no walkman do meu amigo ou ouvindo a Jovem Pan e a Rádio Rock em casa.
Tudo isso entre 2002 e 2005.
Daí pra frente foram outras épocas, eu e meus amigos começamos a usar a internet pra segunda coisa que ela foi feita (a primeira é pornografia), que é baixar músicas. Um modo novo se abriu, novos estilos, novas bandas... Quantos CD's/DVD's de clipes não fizemos ou compramos...
-x-x-x-
Adendo: Tenho um DVD aqui escrito "99 clipes" que não funciona, qual não foi minha surpresa ao descobrir que tem ele pra vender no mercado livre?! Melhor ainda foi conseguir a lista de músicas, eventualmente farei uma playlist no Youtube com todos os clipes
-x-x-x-
Mas o mais interessante dessa playlist do Spotify foi o mix de boas lembranças e frustrações que ela me trouxe. Um pouco por saber que, hoje em dia, não convivo mais com esses meus amigos, e uma boa quantidade para o fato de que parece que não aproveitei minha adolescência.
Maior que isso é o sentimento esquisito de saber que estou ficando velho e não posso mais fazer tantas coisas que eu gostaria de fazer.
Caralho, eu não consegui expressar direito o que eu estava querendo... Pra variar.
Mas eu sempre prefiro levar mais perto de mim as boas lembranças, as risadas, as bobagens, as bebedeiras e afins, são as histórias que eu teria pra contar pros meus netos (que eu nunca vou ter).
Fico pensando que louco seria se tivéssemos essas coisas registradas em fotos como acontece hoje em dia.
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Uma música em especial me chamou a atenção, se trata de Signal Fire, do Snow Patrol. Eu ODIAVA essa música quando foi lançada, mas coloquei pra ver o clipe (já tinha visto antes, óbvio) e ela me fez pensar sobre um monte de coisas.
Não lembro bem o motivo de eu não gostar dessa música na época (foi trilha do Homem-Aranha 3), mas, vendo o clipe, comecei a ter uma leve recordação dos motivos, que talvez sejam subconscientes.
Enfim, vai pra lista das músicas que evitarei ouvir por trazerem lembranças esquisitas.
A lista está se tornando bem grande.
domingo, 8 de outubro de 2017
no time for remakes
Alguém um dia falou que a vida é um ciclo que se repete de novo e de novo. Não sei se foi algum poeta, filósofo ou apenas um anônimo da internet, mas dia após dia eu vejo que isso é a mais pura verdade.
O engraçado é que parece que a maioria das pessoas não percebe ou não liga pra isso.
O que caralhos está acontecendo?
É como se eu estivesse vendo um "remake" de um filme de 2006, bizarramente refeito com os mesmos atores, só que em um contexto um pouco diferente.
Pior que isso é que um dos "atores" não está notando que aquilo já aconteceu antes.
Como eu já sei qual é o final, decidi pro meu bem ficar longe dessa maluquice. Daqui um anos eu vou voltar pra ver essa postagem e saberei que eu estava certo.
Enquanto isso, vamos em busca de novos filmes.
P.S.: Na esmagadora maioria das vezes os remakes são piores que os originais.
O engraçado é que parece que a maioria das pessoas não percebe ou não liga pra isso.
O que caralhos está acontecendo?
É como se eu estivesse vendo um "remake" de um filme de 2006, bizarramente refeito com os mesmos atores, só que em um contexto um pouco diferente.
Pior que isso é que um dos "atores" não está notando que aquilo já aconteceu antes.
Como eu já sei qual é o final, decidi pro meu bem ficar longe dessa maluquice. Daqui um anos eu vou voltar pra ver essa postagem e saberei que eu estava certo.
Enquanto isso, vamos em busca de novos filmes.
P.S.: Na esmagadora maioria das vezes os remakes são piores que os originais.
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
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