"Mas será que se eu voltasse no tempo e tivesse feito algo diferente, teria mudado algo realmente?"
As vezes eu paro pra pensar sobre o tempo, o passado e a imutabilidade das coisas que já aconteceram e sempre acabo me deparando com esse questionamento.
O Universo, que hoje dia vejo mais como uma força da natureza do que como algo estritamente físico, amarra as coisas de forma muito curiosa. Ontem eu estava ouvindo um podcast em que o assunto era "E se você voltasse no tempo" (Minuto de Silêncio 151) e, durante a discussão, uma pessoa falou que voltaria no tempo pra matar o Hitler. Isso me lembrou várias coisas, seguem:
- Em um filme um pouco antigo, um casal consegue voltar no tempo pra avisar ao então presidente dos EUA que eles perderiam a Guerra do Vietnã e que, portanto, ele não deveria mandar as tropas para lá pra evitar que tantos jovens americanos morressem. Acontece que o presidente, sabendo que a quantidade que ele mandaria de tropas seriam insuficientes, resolveu mandar O DOBRO de homens para lá para tentar ganhar a guerra. Pra quem conhece a história, sabe que os EUA perderam a guerra não foi por falta de soldados.
- Tem um vídeo, ou apenas uma história, sobre alguém que voltou no tempo pra matar o Hitler bebê. A pessoa encontrou os pais dele, raptou, matou o bebê e voltou pro presente. Quando foi ler sobre a história pra ver a alteração, tudo continuava como era antes pelo simples fato de que o bebê que ele matou não era o Hitler e sim o filho biológico do casal, que posteriormente adotou uma criança que essa sim era o Hitler. Esclarecendo que não sei se ele era realmente adotado, é apenas uma conjectura sobre viagem no tempo.
- No mesmo podcast que citei antes, comentaram sobre um filme (ou curta) em que um homem viaja no tempo pra impedir que um determinado time de futebol leve um gol que o faria perder um título. Ele aparece atrás do gol e grita pro goleiro pular pro lado esquerdo (na linha temporal ele pula pro direito) pra defender, só que nesse momento o goleiro se distrai com o grito e acaba levando o gol de qualquer jeito.
Há diversos filmes e histórias que tratam desse paradoxo do tempo, sobre se seria mesmo possível alterar algo do passado e, sendo possível, se isso não criaria uma linha de tempo paralela. Sim, eu sei que é um puta viagem de louco, mas pensar nisso traz certo conforto em saber que voltar no tempo não solucionaria determinados problemas.
Percebo que todos esses pensamentos sobre passado, presente e futuro, o tempo em si, já povoavam minha mente desde muito tempo.
Devemos considerar que a ciência e nosso entendimento do Universo atual diz que não é possível viajar no tempo pro passado, apenas pro futuro (saciadas diversas condições como se mover a velocidade próxima da luz).
Uma curiosidade, se você conseguir se mover na velocidade da luz, há uma hipótese que diz que, quando você parasse, teria se passado TODO O TEMPO. Ou seja, nada mais existiria, teria passado a eternidade inteira.
Em suma, poderia eu ter feito algo diferente?
(texto foi reduzido, talvez tenha perdido o sentido)
(foda-se)
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
drops
And that is how it started.
It's how it started before, the exact same way, so I know where this is going to end.
For most people this kind of thought/feeling is bullshit, maybe a point of immaturity or insecurity, but for whom is affected is something that burns inside, cools and then shatters. Over and over again. It's like having some kind of monster/alien eating you alive from you stomach.
I don't hope people understands this. To be honest, I really don't care about what they think.
But, man, this is hard to overcome.
It's how it started before, the exact same way, so I know where this is going to end.
For most people this kind of thought/feeling is bullshit, maybe a point of immaturity or insecurity, but for whom is affected is something that burns inside, cools and then shatters. Over and over again. It's like having some kind of monster/alien eating you alive from you stomach.
I don't hope people understands this. To be honest, I really don't care about what they think.
But, man, this is hard to overcome.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
atom
"Tem uns baratos que não dá pra perceber,
que tem mó valor e você não vê"
Um pouco de uma verdade que incomoda muita gente: Na realidade, por mais que você sinta ou pense isso, não é possível tocar em alguém ou em algo. Por mais que você segure a mão de uma pessoa, vocês não estão se tocando de forma propriamente dita.
Isso acontece porque os átomos não se tocam, quando se aproximam eles se repelem eletricamente e é isso o que damos o nome de tato.
É um conceito puramente científico, nada filosófico. Como nossa vida é pautada pelos conceitos da ciência e filosofia (por mais que você não entenda de nenhum deles), levar isso ao pé da letra é bobagem.
Enfim, era só uma coisa que eu sempre me lembro e quis compartilhar.
xoxo
"Não, eu não sou bobo, eu sei qual é que é!"
que tem mó valor e você não vê"
Um pouco de uma verdade que incomoda muita gente: Na realidade, por mais que você sinta ou pense isso, não é possível tocar em alguém ou em algo. Por mais que você segure a mão de uma pessoa, vocês não estão se tocando de forma propriamente dita.
Isso acontece porque os átomos não se tocam, quando se aproximam eles se repelem eletricamente e é isso o que damos o nome de tato.
É um conceito puramente científico, nada filosófico. Como nossa vida é pautada pelos conceitos da ciência e filosofia (por mais que você não entenda de nenhum deles), levar isso ao pé da letra é bobagem.
Enfim, era só uma coisa que eu sempre me lembro e quis compartilhar.
xoxo
"Não, eu não sou bobo, eu sei qual é que é!"
domingo, 19 de novembro de 2017
nada de anormal
Qual a diferença entre liberdade e solidão?
Uma escolha, talvez.
Engenheiros do Hawaii - O Preço
O preço que se paga as vezes é alto demais
É alta madrugada, já é tarde demais
Pra pedir perdão...
Pra fingir que não foi mal...
Uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
"Sempre em frente" foi o conselho que ela me deu
Sem me avisar... que iria ficar pra trás
E agora eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era a liberdade
Mas na verdade eram as grades da prisão
O preço que se paga as vezes é alto demais
É alta madrugada já é tarde demais
Mais uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
É a última janela iluminada
Nada de anormal
Amanhã ela vai voltar...
Enquanto isso eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era a liberdade
Mas na verdade eu me enganei outra vez...
E agora eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Eu pago meus pecados
por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era a liberdade
Mas na verdade era só solidão...
Uma escolha, talvez.
Engenheiros do Hawaii - O Preço
O preço que se paga as vezes é alto demais
É alta madrugada, já é tarde demais
Pra pedir perdão...
Pra fingir que não foi mal...
Uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
"Sempre em frente" foi o conselho que ela me deu
Sem me avisar... que iria ficar pra trás
E agora eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era a liberdade
Mas na verdade eram as grades da prisão
O preço que se paga as vezes é alto demais
É alta madrugada já é tarde demais
Mais uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
É a última janela iluminada
Nada de anormal
Amanhã ela vai voltar...
Enquanto isso eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era a liberdade
Mas na verdade eu me enganei outra vez...
E agora eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Eu pago os meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Eu pago meus pecados
por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era a liberdade
Mas na verdade era só solidão...
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
pages
Minha vida tem tantos assuntos inacabados que parece até meu caderno do Ensino Médio. Eu faltava muito, então perdia muita matéria, eram 3 páginas escritas e 1 página e meia em branco que eu pulava pra poder copiar depois. Obviamente eu nunca copiava. A semana tem 5 dias, se eu fosse 4 dias na escola os colegas já achavam que eu tava ficando doente, o normal era eu ir 3 e faltar dois. Se tivesse feriado na quarta (como hoje) eu já emendava a semana.
Isso não é legal, nem engraçado. Já era manifestação mais pesada da minha fobia social, cujas causas eu conheço, mas não gosto de falar sobre.
Absolutamente TUDO que eu começo e cai na rotina passa a se tornar intolerável.
Academia, por exemplo, eu tenho que sair direto do trabalho e ir, porque se eu for pra casa antes eu já começo a ficar ansioso, me dá sono, dor de barriga, taquicardia... Quando saio do trabalho e vou os sintomas são amenizados.
Eu sentia a mesma coisa pra ir pra faculdade, pra ir pro jiu-jitsu, pro inglês, pro técnico de informática...
Acho que eu só não sentia tanto isso pra ir pro técnico de nutrição, porque eu não ia pra estudar, era como um lugar pra encontrar meus amigos (dois, na verdade), zoar, beber e descontrair, eu sequer levava caderno.
Eu tive 97% de presença no curso, mas só fiquei um semestre porque comecei a trabalhar no ano seguinte. Eu ia até debaixo de chuva.
(na verdade, no fundo, o que me motivava a ir era outra coisa)
No fim das contas, não terminei o técnico, comecei uma faculdade e não terminei também.
"The book is still open, the pages as empty as me..." (My Selene - Sonata Arctica)
Algumas dessas páginas em branco da minha vida não dá ou não valem a pena serem escritas agora, mas outras penso que podem valer o esforço. Só resta saber identificar quais.
Reality cuts deep, would you bleed with me my Selene?
Isso não é legal, nem engraçado. Já era manifestação mais pesada da minha fobia social, cujas causas eu conheço, mas não gosto de falar sobre.
Absolutamente TUDO que eu começo e cai na rotina passa a se tornar intolerável.
Academia, por exemplo, eu tenho que sair direto do trabalho e ir, porque se eu for pra casa antes eu já começo a ficar ansioso, me dá sono, dor de barriga, taquicardia... Quando saio do trabalho e vou os sintomas são amenizados.
Eu sentia a mesma coisa pra ir pra faculdade, pra ir pro jiu-jitsu, pro inglês, pro técnico de informática...
Acho que eu só não sentia tanto isso pra ir pro técnico de nutrição, porque eu não ia pra estudar, era como um lugar pra encontrar meus amigos (dois, na verdade), zoar, beber e descontrair, eu sequer levava caderno.
Eu tive 97% de presença no curso, mas só fiquei um semestre porque comecei a trabalhar no ano seguinte. Eu ia até debaixo de chuva.
(na verdade, no fundo, o que me motivava a ir era outra coisa)
No fim das contas, não terminei o técnico, comecei uma faculdade e não terminei também.
"The book is still open, the pages as empty as me..." (My Selene - Sonata Arctica)
Algumas dessas páginas em branco da minha vida não dá ou não valem a pena serem escritas agora, mas outras penso que podem valer o esforço. Só resta saber identificar quais.
Reality cuts deep, would you bleed with me my Selene?
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
it takes time
"Lave o rosto nas águas sagradas da pia
Nada como um dia após o outro dia"
Eu já passei por isso, de ver dias iguais, sem perspectiva, sem cor. Acordar era uma luta, levantar uma batalha e sair de casa uma guerra. Eu sentia como se estivesse carregando correntes penduradas em todo meu corpo, era difícil até pentear o cabelo ou escovar os dentes. Colocava os pés no trabalho já pensando na hora de ir embora. Não queria ver ninguém, nem conversar, nem interagir. Tudo parecia uma ameaça, como se todos quisessem me fazer mal. Eu não ia fazer comida, claro, muito mais fácil comprar um monte de porcaria e passar o dia todo comendo.
Eu tinha que sair de casa e já ficava antecipando várias situações ruins que poderiam acontecer se eu fosse.
Essa sensação é muito bizarra, porque parece que a tristeza se alimenta de si mesma, não adianta ir em um lugar alegre que você só vai se sentir pior.
Mas, no fim, tempus edax rerum (o tempo que tudo consome). Ele consome a dor, consome o amor, consome o fútil e até o eterno. Nada escapa, nada atrasa.
E ele consumiu mesmo quase tudo isso e continuará consumindo. Só que, ao mesmo tempo que ele devora algumas coisas, ele cria outras. Se são coisas boas ou ruins, depende do que vamos semear e como vamos cuidar de nossa vida, de nós mesmos.
Ainda há tempo, temos muito o que fazer.
"Lave o rosto nas águas sagradas da pia
Nada como um dia após o outro dia"
Nada como um dia após o outro dia"
Eu já passei por isso, de ver dias iguais, sem perspectiva, sem cor. Acordar era uma luta, levantar uma batalha e sair de casa uma guerra. Eu sentia como se estivesse carregando correntes penduradas em todo meu corpo, era difícil até pentear o cabelo ou escovar os dentes. Colocava os pés no trabalho já pensando na hora de ir embora. Não queria ver ninguém, nem conversar, nem interagir. Tudo parecia uma ameaça, como se todos quisessem me fazer mal. Eu não ia fazer comida, claro, muito mais fácil comprar um monte de porcaria e passar o dia todo comendo.
Eu tinha que sair de casa e já ficava antecipando várias situações ruins que poderiam acontecer se eu fosse.
Essa sensação é muito bizarra, porque parece que a tristeza se alimenta de si mesma, não adianta ir em um lugar alegre que você só vai se sentir pior.
Mas, no fim, tempus edax rerum (o tempo que tudo consome). Ele consome a dor, consome o amor, consome o fútil e até o eterno. Nada escapa, nada atrasa.
E ele consumiu mesmo quase tudo isso e continuará consumindo. Só que, ao mesmo tempo que ele devora algumas coisas, ele cria outras. Se são coisas boas ou ruins, depende do que vamos semear e como vamos cuidar de nossa vida, de nós mesmos.
Ainda há tempo, temos muito o que fazer.
"Lave o rosto nas águas sagradas da pia
Nada como um dia após o outro dia"
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